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Pois é... aderimos à onda Blog! Porquê?! Porque
uns senhores (por sinal) militares, aqui há mais de vinte e tal anos atrás, um dia se
fartaram de aturar ditaduras e, corajosamente, nos presentearam com a famosa
Liberdade de Expressão. Não se admire de ler aqui coisas
politicamente menos correctas, ideias mais ou menos radicais ou irreverências várias. Se não
deseja confrontar o inesperado, se não pretende o eventualmente polémico, visite
a nossa outra página ... a avó do nosso novo Blog -
Página
Reflexão.
Também neste site>>
Anedotas
NOVO!!!
-
Também
neste site>> Ideias para mudar o mundo
15-7-2006 - Webmaster - Portugal
regressa ao Jogo da Vida
A nossa Selecção de Futebol conquistou para nós o 4º lugar no
Campeonato do Mundo de Futebol. Foi motivo de orgulho, não só este feito, como o
efeito que teve na sociedade portuguesa. A recepção à selecção foi uma lição que
conseguimos dar a outros países, como por exemplo o Brasil que infelizmente não
soube dar valor aos seus representantes, colocando as suas expectativas acima do
carinho e compreensão que sempre devemos a quem nos representa.
Por tudo isto, e regressados ao Jogo da
Vida, devemos manter em memória constante, que mais uma vez na nossa História,
fomos dignos como Povo.
No Jogo da Vida, cada um de nós
portugueses pode dignificar o nosso país simplesmente sendo competente naquilo
que faz. Sendo diligente, profissional, ético e agressivo face às dificuldades,
cada um de nós pode demonstrar a si mesmo e aos seus compatriotas que merece
tanto reconhecimento no seu meio como o reconhecimento que demos aos nossos
jogadores de futebol. O prémio deste contínuo esforço é quiçá a coisa mais
valiosa que conseguimos nesta nossa vida - dignidade!
Como subproduto da competência temos a
abundância para nós e para os nossos. Vale a pena o esforço. Que as imagens que
nos uniram perdurem na nossa memória por muito tempo, é o mínimo que devemos ao
esforço daqueles homens que souberam ser bons na tarefa que lhes foi confiada.
1-7-2006 - Webmaster - A sorte
protege os audazes (Portugal vence Inglaterra)
Parabéns Selecção, pela vitória sobre a Inglaterra. Não fomos
os melhores ... mas desta vez a sorte esteve do nosso lado. E o Ricardo é o
maior!!!
Fellow english people, your team played
well and they did not deserve to loose. Anyway we are now counting on your
support until the end of this tournement. I hope our team may honor your's with
a better performance against our next adversaries.
1-7-2006 - Webmaster - O Ópio
que o povo quer
O Futebol é apenas um jogo, não acham? ... Será?!
Talvez nunca um simples jogo uniu tantas pessoas como o Futebol une agora. Esta
união de espírito está a ser um salto quântico no nível da nossa
nacionalidade. Somos portugueses e temos orgulho nisso! A nossa auto-estima
cresce com as vitórias da nossa selecção. A auto-estima fortalece-nos como povo.
É tal como acontece com um corpo humano que se fortalece quando o espírito é
elevado. Um povo também tem uma espécie de sistema imunitário. Também tem
doenças e maleitas - o crime, o desemprego e a fome. E um povo, tal como um
corpo humano, ganha muito com as vitórias e com o entretenimento. O que alimenta
o espírito protege o corpo. Talvez as vitórias da Selecção façam mais pelo nosso
país do que muitos e muitos subsídios e muitas políticas do Estado.
25-6-2006 - Webmaster - Como a
felicidade é relativa (Portugal - Holanda)
Portugal acaba de vencer a Holanda, num jogo tão sofrido, tão sofrido
... as ruas estão agora cheias de carros a apitar. Bandeiras esvoaçam às
janelas. As pessoas estão felizes!
Os jogadores portaram-se como verdadeiros
heróis. E é inevitável revermo-nos neles e no seu extraordinário esforço de
superação perante tanta adversidade e com tanta coisa em jogo.
Se tivesse sido um jogo fácil, não
estaríamos, de certo, tão felizes. Estamos assim eufóricos porque a vitória foi
sofrida e difícil.
Assim são as nossas dificuldades da nossa
vida. Vale a pena enfrentarmos a vida, tal como a nossa selecção enfrentou a
Holanda e enfrentou o árbitro e a sua compulsão obsessiva para mostrar cartões.
Vale a pena lutarmos por aquilo que queremos com força e determinação. No final,
já com o prémio nas nossas mãos, ele terá tanto mais valor quanto mais difícil
tenha sido o caminho para o conquistar.
Estamos todos de parabéns! Os nossos
jogadores estão de parabéns. Eles são uma inspiração para qualquer português. O
Sr. Scolari está de parabéns! Este homem, demonstra com resultados o que muitos
combatem com retórica. Não querendo exagerar, O Sr. Scolari já deve ter
feito mais pela auto-estima do nosso país do que muitos, muitos portugueses
juntos. Muito obrigado, Sr. Scolari. Temos muito a aprender consigo.
O próximo jogo será Portugal - Inglaterra.
Vamos ter fé e vamos ser positivos. Provavelmente a vitória será muito, muito
difícil. Tão grande assim será o nosso júbilo! Aconteça o que acontecer, os
muitos milhões de portugueses espalhados pelo globo vão estar unidos em
espírito.
Força Selecção!
22-6-2006 - Webmaster - Estão a
querer drogar as nossas crianças!!!
No passado dia 8-6-2006, foi publicada pelo Diário Digital
uma notícia da Lusa que pode ler no seguinte link:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=62&id_news=231593
A notícia diz que a a EMEA (European
Medicines Agency) aprovou o uso de Prozac "para o
tratamento de crianças com mais de oito anos que sofram de depressão moderada ou
severa e não respondam a terapia psicológica".
Perante esta
notícia, devemos perguntar:
- o que é uma
depressão moderada ou severa numa criança de oito anos?
Qualquer bom pai saberá que o comportamento de uma criança de 8 anos depende
quase a 100% do seu ambiente familiar e do amor, carinho, compreensão e atenção
que lhe é dedicada. Qualquer bom pai sabe que existem pais (que são muitos) que
são incapazes de providenciar todos estes ingredientes. Muitos porque eles
mesmos não são suficientemente educados e equilibrados. Outros por pura
ignorância. E outros poucos por maldade. Ora, imagine-se uma criança de oito
anos a viver num ambiente psicológico agressivo e frio. Não se sentiria
deprimido "moderadamente" ou "severamente"? Será que nessa situação, a "terapia
psicológica" poderia salvá-lo do mau ambiente familiar e tirá-lo da depressão
"moderada" ou "severa"? Então o que lhe iria acontecer nesse cenário? Iria a um
médico psiquiatra ou a médico de família que, muito provavelmente lhe iria
receitar Prozac! Isto é muito sério e merece a nossa melhor atenção. Resultado?
Uma criança de oito anos com mau ambiente familiar e drogada, desde esta tenra
idade.
- a que se refere
"a terapia psicológica" indicada na notícia?
Já alguma vez foi a uma consulta de um "especialista"? Experimente,
apenas como "exercício pedagógico", visitar um. Diga-lhe que se sente deprimido
e por vezes com ansiedade. Diga-lhe que não consegue dormir e faça um ar triste.
As maiores probabilidades é que (salvo alguns iluminados da área) que o "doutor"
lhe receite, com um sorriso nos lábios, um anti-depressivo, um ansiolítico e um
sonorífero. Tudo muito "fraquinho". Droga, meus amigos! Droga! Ele quer que você
trate as suas tristezas, que de certo têm uma razão muito perceptível (excesso
de trabalho, desavenças conjugais, tristezas e frustrações passadas que se
reestimulam em tempo presente, etc...), com droga. É quase como dar uma
marretada num computador para resolver um problema com o Word ou o Excel. Agora
imagine que você é a criança de oito anos... Você acha que, com tanta pressão
para vender este novo medicamento, alguém se vai dar realmente ao trabalho de
lhe aplicar "terapia psicológica" que "funcione"? Mesmo assim, com todos os
cuidados, acha que será remota a possibilidade de haver negligência na tentativa
de usar o medicamento apenas como último recurso? A experiência mostra, para quem
observa estas coisas, que no domínio da mente, os medicamentos são cada vez mais
o primeiro recurso. O problema é o envolvimento dos médicos neste assunto. Os
médicos são vistos como autoridades respeitáveis nos quais "se pode confiar" .
No que diz respeito a drogas psicológicas, isto é muito, muito grave! E quando
envolve crianças inocentes chega a ser imoral. Não vos parece?
Em resumo: Este filme já não é novo.
Já começou nos Estados Unidos e agora já se expandiu à Europa. Nos Estados
Unidos chegaram ao ponto de tentar fazer passar leis que obrigariam os pais a
drogar os miúdos, se tal fosse prescrito pelos médicos especialistas. Os nossos
filhos são o nosso futuro. Ao abrirmos as portas às drogas legalmente prescritas
para "curar" as nossas crianças, estamos a abrir uma verdadeira caixa de Pandora.
O amor, o carinho, a atenção e a boa educação não podem ser substituídos com
drogas. Infelizmente, se não forem os pais a intervir nisto tudo, será isso que
vai acontecer em maior ou menor medida. Mesmo sendo sob recomendação de
"autoridades" a verdade é que essas autoridades estão a ser negligentes e
permissivas, face a pressões extraordinariamente poderosas. Talvez eles mesmo
não se dêem conta disso porque os "argumentos" parecem muito convincentes.
Cabe-nos a nós, pessoas de bom senso, perguntarmo-nos sobre tão somente isto:
será que alguém deve acreditar, em seu perfeito juízo, que a droga é a solução
para a educação de boa parte das nossas crianças?
Dia 25-5-2006, Webmaster - Portugal
outra vez
O Mundial está à porta e o Europeu de Sub-21 já está em
nossas casas. As bandeiras já saíram das gavetas e já se mostram, coloridas e
vistosas, nas janelas e no topo dos prédios. É Portugal outra vez!
Convenhamos que o Futebol tem muita força.
Mas o que importa o Futebol se a maravilha do patriotismo renascido nos encanta
ainda mais?
Cada um de nós necessita de sentir orgulho em
qualquer coisa que nos transcenda. Faz parte da nossa condição espiritual e da
nossa sociabilidade. Não fora o Futebol, que fosse a sueca, a bisca dos 9 ou o
burro em pé. Quiçá até mesmo o dominó. Havendo algo que nos una, seja o que for,
somos mais felizes por isso. E isso é o que importa.
Feliz por ser português. Se alguém falar mal
de Portugal das duas uma: ou é português e aí está desculpado e até mesmo por
vezes apoiado, uma vez que também essa é uma característica que nos distingue e
de que tanto nos orgulhamos; se não for português, raio que o parta! Vá falar
mal lá da terra dele. Para falar mal do nosso querido país estamos cá nós!
Se não for português mas que se sinta
português, é-nos ainda mais querido, pois nós os portugueses somos tal uma dama
quando recebe flores. Derretemo-nos por um elogio ao nosso país. E não
escondemos por vezes aquele brilho nos olhos de uma lágrima a querer brotar, de
tanta afinidade que sentimos por quem nos elogia como povo.
(Porra, que eu hoje estou inspirado...)
Vamos todos apoiar Portugal! E, como dizem os
meus pequenos, "o último a chegar é um ovo podre"!
Dia 25-4-2006, Webmaster -
Ser livre tem preço
Fazer o querer
Pensar o que dizer
E dizer o que pensar
Sem medos, nem receios
Ser livre por todos os meios
(Verem-se as pernas, e verem-se os seios)
Não temer palavras, tampouco palavrões
Olhar para o céu e as estrelas e assumir as paixões
Viver, sonhar, iludir a alma, sem temer desilusões
Ser livre tem preço
É ter a coragem de arriscar
É sentir que se pode perder
E mesmo assim querer avançar
É querer lutar para defender
Tudo aquilo que escolhemos amar
Ser livre tem preço
É querer saber
É querer lembrar
E ter a coragem de nunca, nunca olvidar
Todos os que, antes de nós, preferiram tombar
e lutaram e lutaram para nunca vergar
Ser livre tem preço
Coragem!
Dia 21-2-2006, Webmaster - nunca se
é demasiado humilde
Se eu não soubesse o que nos faz ir abaixo eu pensaria que
era qualquer coisa que sobre a qual eu não tenho controlo, tal como a inflação,
a crise, a questão do petróleo, ou algo assim.
Mas se eu soubesse exactamente o que nos faz ir abaixo, então eu nunca me iria
abaixo. Se queremos nos libertar da fraca condição humana, temos que saber muito
sobre a condição humana. Só assim podemos almejar poder exercer algum controlo
sobre ela.
O que nos atrapalha é a nossa percepção de que já sabemos o que nos faz mal.
Talvez saibamos exactamente o que nos perturba. Mas se essa pretensa coisa nos
continua a afligir, então é porque nós errámos ao apontá-la como causa principal
da nossa mágoa.
A percepção de que sabemos alguma coisa,
leva-nos a dar essa coisa como certa. Nesse momento deixamos de questioná-la e
praticamente deixamos de aprender sobre ela.
É aqui que temos um problema. Não podemos
viver sem algumas certezas. Por outro lado, sempre que assumimos certezas,
perdemos a capacidade de aprender mais sobre essas certezas. É como dizer
"Certezas ... não se pode viver como elas, mas também não se pode viver sem
elas".
Ser humilde é, na sua essência
intelectual, a capacidade de assumir que podemos aprender coisas que não
conhecemos. Ser arrogante, significa, na mesma base, ser incapaz de aprender
sobre algo, pela simples razão de que existe uma assunção prévia de que já se
sabe tudo sobre essa coisa.
Ser arrogante é ter demasiadas certezas
sobre o assunto em causa. Por definição, se dizemos "demasiadas" estamos a dizer
que a arrogância é qualquer coisa negativa. Claro que é! Arrogância é a uma das
bases mais importantes da estupidez.
Poderíamos inferir que ser demasiado
humilde seria ter uma demasiada incapacidade para assumir certezas como tais.
Mas esta é uma definição que eu prefiro rejeitar. Talvez esteja a ser demasiado
radical, mas penso que nunca se é demasiado humilde, porque ser humilde é ter
capacidade de aprender. E sendo essa uma das mais importantes bases da
inteligência, eu hoje penso que a humildade me levará sempre a ser mais e mais
inteligente, mais capaz e mais compreensivo para com os meus semelhantes.
Vamos pensar num aparente arrogante - José
Mourinho - um dos homens mais inteligentes do mundo neste momento. Acham que é
pela arrogância que ele ganha? É evidente que o seu domínio das certezas do
Futebol o levam a ser firme nas suas decisões. Ser firme é essencial para se
percorrer um caminho com êxito, seja ele qual for. Eu estou absolutamente
convicto que José Mourinho assume intimamente a postura da maior humildade
perante a ciência que suporta este desporto. Só assim, ele consegue ser
imbatível. Eu estou convicto que ele sente todos os dias que tem uma infinidade
de coisas para aprender sobre o assunto, independentemente de toda a firmeza que
ele tem que ter naquilo que já testou e sabe que funciona. E isso, caros amigos
é humildade intelectual - a suprema capacidade de aprender. Lá a imagem
que ele faz transparecer ... no teatro do Futebol, não vos parece que ele não
está a representar um papel? E fá-lo com brilhantismo.
Nunca se é demasiado humilde, é o que eu
penso. Firmeza nas decisões e ter algumas certezas faz simplesmente parte do
nosso equilíbrio. Mas não pode invalidar a nossa capacidade de questionar, sob
pena de nos condenar ao fracasso.
A humildade pode bem ser o Caminho.
Olhemos para os génios. Lá encontraremos os traços indeléveis de pura e simples
... humildade.
Dia 1-12-2005, Webmaster - o que nos
faz chorar de alegria
Se há coisas que me intrigam uma das que me vem perseguindo ao longo destes anos
é este enigma:
- Porquê as pessoas choram de alegria?
Uma pessoa má apercebe-se que tem que ser um melhor ser humano. Converte-se
diante dos nossos olhos. Isto far-me-ia chorar de emoção. Lágrimas de alegria.
Um pai ausente reconhece que não tem sido um bom pai e compromete-se a dar toda
a atenção aos seus filhos. Isto far-me-ia chorar de emoção.
Dois irmãos desavindos fazem genuinamente as pazes e dão um abraço de amizade.
Isto far-me-ia chorar de emoção.
Portugal ganha um jogo de futebol de uma forma dramática. Isto já me fez chorar
de alegria
O Cinema é uma arte fantástica! É como literatura com imagens e som. É a
experiência de outros diante da nossa percepção. É neste meio que eu experimento
a maior parte destas emoções que me fazem chorar.
O que poderão todos estes exemplos em comum?!
Acho que estou muito perto de descobrir. Mas ainda não chego lá.
A única coisa que consigo perceber, por enquanto, é que sou provido de emoções e
que as coisas boas que ocorrem aos outros me afectam e me causam sentimentos de
felicidade. Por enquanto, já me sinto gratificado por este facto.
Dia 6-08-2005, Webmaster - o prazer
de percorrer o caminho
Tudo o que queremos é ganhar, chegar a algum lado, atingir qualquer
coisa que julgamos nos vá salvar de tudo o que há de mau e aborrecido. Esta
nossa vida é um caminho para algum lado. Quase toda agente reconhece isto. Um
caminho para algum lado, algum objectivo maior ... qualquer coisa para o qual
passamos quase toda a nossa vida à procura do próprio mapa para lá chegar. É
incrível, não é?! Não sabemos para onde vamos, mas sabemos que onde
estamos não é suficientemente bom e que haverá, eventualmente, algum lugar
melhor.
Mas há uma pequena ideia que nos persegue
e que nos atormenta. O que ocorrerá quando lá chegarmos? Pensemos em dinheiro. O
que farei eu se tiver todo o dinheiro que eu puder gastar? Por exemplo, como
será a minha vida se eu ganhar 113.000.000 € no Euromilhões? Um espectáculo!!!
Poderei fazer tudo o que eu quiser! Tudo!!! Ok... e depois?
Aqui está um objectivo possível para uma
vida: ser podre de rico!
Agora, aqui está a reflexão que eu
apresento: será que o mais importante é chegar ao destino ou é percorrer o
caminho. Onde estará a maior satisfação? Onde estará a verdadeira realização?
imagine que a meio de um jogo de Monopólio
onde todos os jogadores se estão a divertir, incluindo você, alguém entra e lhe
diz a si que a partir de agora tem todos os hotéis e a maior parte do dinheiro
em jogo. Não porque você jogou para ganhar, mas porque alguém lhe interrompeu o
jogo e lhe disse que já não tinha que se esforçar mais para ter o domínio do
tabuleiro.
No início você iria gostar de ter os
hotéis todos, todo o dinheiro. Mas alguns minutos depois você iria sentir que o
jogo tinha perdido toda a graça e todo o gozo.
Dá para ver o sentido do jogo? Dá para
perceber o que é realmente importante?
Eu repondo. O mais importante na vida, tal
como em qualquer outro jogo, não é o chegar ao objectivo derradeiro. Isso é
apenas o que nos faz mover, mas não é o mais importante. O mais importante na
vida é o gozo que ela dá! É o enfrentar os desafios. É ter desafios. Sem
desafios a vida é pouco mais que uma merda! É como ser o dono da bola e não ter
ninguém com quem jogar.
Não há mal nenhum em querer fazer um
atalho para a riqueza. Eu também jogo no Euromilhões. Mas se eu ganhasse ...
podem crer que parte da minha vida, como eu a vivo hoje, iria completamente
perder a graça. E eu até gosto da vida que tenho. Se eu ganhasse um prémio tão
grande, o que eu teria que fazer seria eleger um jogo tão proporcional a todo
aquele dinheiro, para a vida voltar a ter interesse. Talvez acabar com o
analfabetismo no nosso país. Talvez arranjar uma solução para os incêndios. Algo
proporcional. Seria como matar a minha actual existência e criar uma nova.
Parece fascinante. E na realidade é!
Mas é necessário perceber este conceito:
que a vida tem que ter desafios e dificuldades para dar gozo de ser vivida. Quem
não confronta os desafios da vida com naturalidade e com entusiasmo está a
menosprezar uma das mais importantes essências da existência humana. E é uma
pena sempre que isso acontece.
Dia 23-07-2005, Webmaster - um olhar
diferente sobre a "crise"
"A crise está aí!" e "a culpa é dos governos!"
Talvez haja razão nestas palavras. Há
crise ... é um facto. E alguém tem a culpa, podemos supor.
Mas é curioso que ninguém se lembra que
Portugal é um país democrático (pelo menos formalmente) e que existe liberdade
de expressão e muita, muita liberdade de acção. E, no entanto, a culpa é sempre
"deles".
A felicidade das pessoas é algo dependente
das expectativas. Não é apenas um valor absoluto. Por exemplo, os meus avós
ficariam felizes por terem meia dúzia de sardinhas para comer. Mas nós, nos dias
de hoje, ficaríamos muito infelizes por só termos umas míseras seis sardinhas
para comer. Como se pode ver, a felicidade depende das expectativas.
Não há nada de mal em se ter expectativas
elevadas. O mal está em se ter elevadas expectativas sobre coisas sobre as quais
não temos qualquer controlo. Ui! É o primeiro passo para o desalento.
Já reparam no que hoje temos que os nossos
avós não tinham? Não se trata apenas da liberdade de expressão e o direito ao
voto. Trata-se de bens materiais e culturais. "Tretas!" dirão alguns. "Toda a
gente sabe que estamos em crise!" dirão outros. Não devemos negar isso, pois ...
o que é a crise? Bem, a crise advém exactamente das expectativas que as pessoas
têm sobre coisas que não controlam e que, por vezes, preferem não controlar.
Quem tem elevadas expectativas mas deita
mãos há obra e faz por elas se concretizarem ... quem faz isto, meus caros
amigos ... não está em crise! E por muito difícil que a vida pareça ser, olharão
a vossa volta e haverá sempre um ou mais sujeitos que estão a progredir e a
florescer. E aposto que 80% desses sujeitos o estão a fazer de uma forma legal e
lícita.
Mas, quando nos sentamos e nos lamentamos
irresponsavelmente da "crise", esquecemo-nos de muita, muita coisa que poderia
alterar o nosso ponto de vista. E isto que eu vos quero dizer é o seguinte:
- hoje temos telemóveis que nos permitem
falar de todo o lado, temos Internet que nos permite aceder a informação quase
ilimitada, temos uma quantidade de empresas de supermercados a venderem a preços
bastante acessíveis as últimas novidades nos bens de consumo, temos uma
administração pública com uma presença na Internet que está cada vez mais
eficiente, temos mais recolha de lixo para reciclagem, temos dezenas de canais
de TV que nos permitem ver a vida de múltiplos pontos de vista, temos
bibliotecas, videotecas, audiotecas etc... que nos permitem aceder gratuitamente
a tanta, tanta cultura ... será que os nossos avós poderiam imaginar tudo isto?!
Hoje vivemos uma crise, sim senhor! Uma
crise de valores, uma crise de responsabilidade, uma crise espiritual. Isso
pouco ou nada tem a ver com o Governo ou com o Estado. Nos dias de hoje muitos
de nós preferem ver o "copo meio vazio", quando deveriam estar a vê-lo "meio
cheio".
As pessoas gastam demasiado tempo a pensar
no que o país deveria fazer por eles. Parafraseando um dos melhores estadistas
do mundo:
- Não percam demasiado tempo a pensar no
que o país deveria fazer por vocês. Em vez disso, pensem no que VOCÊS poderão
fazer pelo vosso país!
E se não sabem a resposta, emigrem! Pois
quando estiverem lá fora, meus caros, aí vocês vão saber o que é que realmente é
Portugal e o que essa nação significa para vocês. Lágrimas irão correr ... de
saudade! (Perguntem a qualquer um dos nossos emigrantes.)
Força, meus amigos! Andem lá com isso.
Dia 8-10-2004, Webmaster -
Como destruir uma nação, aos poucos
Vamos supor que tínhamos como objectivo tornar um país fraco,
dócil e fácil de dominar. Qual deveria ser a nossa estratégia? Vejamos ... uma
forma de o fazer seria implementar uma ditadura. Portugal até já teve essa
experiência! E resultou durante bastante tempo, ao ponto de nos tornar um povo
semi-analfabeto, condição da qual estamos ainda a tentar recuperar.
Poder-se-ia perguntar o porquê de querer
tal coisa - um país subjugado. Bem, a observação mostra que existe sempre um
motivo aparente - dinheiro. Sempre dinheiro!
Mas, nos dias de hoje, tentar implementar
uma ditadura à antiga, seria quase impensável. As pessoas estão demasiado
informadas e até individualistas. Muito difícil! Simplesmente não seria uma boa
abordagem.
Assim sendo, se desejássemos anular um
país inteiro, tornando-o num povo submisso, haveria que encontrar
uma outra forma muito mais subtil. Por exemplo, se houvesse uma forma de
torná-lo menos inteligente, isso dava muito jeito. Pouco inteligente e cheio de
mal entendidos sobre aspectos essenciais da vida ... por outras palavras -
burros que nem uma porta. Má educação, consumismo estupidificante, falta
de vontade de aprender, muito influenciável .... tudo isso seria estupendo para
a nossa estratégia de subjugação.
Para isto resultar teríamos que ser muito,
muito pacientes. Anos e anos de esforço ardiloso. Teríamos que introduzir no
país mais e mais "métodos inovadores" de ensino. Dar muito, muito poder aos
alunos. Não lhes exigir quaisquer responsabilidades. Estão a ver o filme?! Dar
cada vez menos poder aos professores, mas mais responsabilidades.
É óbvio que haveriam umas quantas pessoas
que nos incomodariam com o seu profissionalismo irritante e com a sua
competência inconveniente. Mas, se os fossemos anulando com "ideias inovadoras"
e com "métodos modernos", blá, blá, blá - blá, blá, blá, ... teríamos muitas
probabilidades de sermos bem sucedidos.
Sabem que se colocarmos um sapo dentro de
uma panela a ferver ele salta para fora. Mas se o pusermos em água fria e a
aquecermos lentamente, ele simplesmente coze e morre.
Então essa seria a nossa estratégia de
sucesso - ir "aquecendo" aos poucos até "cozer" .
Mas, mesmo assim, os putos hoje têm a
Internet, os jogos que até são estimulantes, os sms, os chats, etc... tudo
coisas que ajudam a torná-los vivaços e até mais inteligentes devido à enorme
exposição à informação. Ora assim, o raio dos putos não ficam burros tão
facilmente como nós gostaríamos. Hummm ... mas para isso haveria uma solução -
que tal se os tornássemos indisciplinados e mal educados, hã? Uma boa ideia, não
é? Assim, eles seriam inteligentes (isso não poderíamos evitar) mas pelo menos
seriam pouco funcionais devido à indisciplina.
Outra forma muito, muito eficaz seria
observá-los bem e "ajudá-los" a serem mais "bem comportados" de uma forma
que os pais pudessem aceitar e que até fosse cómodo para eles.
Poderíamos mostrar aos pais que os putos
estão deprimidos, ou hiperactivos ou qualquer outra coisa assim para lhes
receitarmos umas drogas (legais, é claro) para que ficassem melhor. E se
fossemos muito convincentes isto até poderia resultar. É claro que essas drogas
(legais, é claro) só iriam tornar os putos mais apagados.
(Isto já está a acontecer nos Estados Unidos há vários anos. E há quem esteja
desejando de trazer essa prática em força para a Europa)
Eh, pá, isto seria uma estratégia do
caraças! (Desculpem o meu francês)
Recapitulando. Primeiro teríamos os putos
indisciplinados e descontrolados. Todas as culpas para cima dos únicos elementos
que poderiam por em perigo esta nossa estratégia - os professores. Fazê-los [os
professores] andar de um lado para o outro com a casa às costas, desmotivando-os
mais e mais até eles desistirem, ou quase. Depois, como os putos até são vivaços,
dar-lhes drogas (legais, é claro) para os tornar "bem comportados" e "pouco
barulhentos".
Bem, fazer isto uma geração após outra e
outra e cada vez com "métodos mais modernos" e " mais eficazes", blá, blá, blá -
blá, blá - nhã, nhã, nhã - blá, blá, blá - blá, blá, até obtermos um povo burro
e sem vontade de pensar por si mesmo.
É interessante ver que com os "métodos
antigos" as pessoas até aprendiam aquilo que era necessário para a época, apesar
da ditadura. Dava-se importância à memória, ao conhecimento do país e à sua
História. A matemática era importante e as pessoas sabiam usá-la no seu
trabalho.
Depois vieram os "métodos modernos",
introduzidos por uns senhores "muito competentes" e que leram umas coisas nuns
livros ...enfim, umas verdadeiras "autoridades".
Vejamos - qualquer empresa rege-se por
resultados, não é assim? Se os resultados são bons as estratégias mantêm-se e
intensificam-se. Se os resultados são maus, mudam as estratégias e há até
executivos que são postos na rua, a bem dos resultados. E todos nós sabemos e
concordamos que é assim que se deve gerir uma empresa.
No entanto, a Educação parece não
funcionar assim. Os resultados são, em muitos sectores, cada vez piores, apesar
dos esforços de alguns elementos bem intencionados e competentes. Assim, as
"autoridades" e os "peritos" em educação, perante esses resultados, introduzem
cada vez mais e mais " métodos mais modernos" e "mais eficazes" e blá, blá,
blá - blá, blá - nhã, nhã, nhã - blá, blá, blá - blá, blá, com os quais os
resultados continuam maus e cada vez piores.
Poderíamos pensar que a culpa é dos
políticos. Bem ... também é verdade. Mas serão os políticos os únicos e
verdadeiros responsáveis? Será que todos os políticos e todos os governos têm
sido incompetentes e/ou mal intencionados relativamente à Educação?
Pensem bem! A Educação tornou-se num
"assunto técnico", nas mãos de "peritos". E são essas pessoas que têm sido o
denominador comum aos últimos anos na governação do tema da Educação.
Um povo burro e deprimido dá muito jeito a
quem quer ganhar muito dinheiro. É um facto!
Ora, o que é que isso tem a ver com a
Educação, com as drogas (legais, claro) e com os "peritos"?
Nada! (Isto foi apenas um
delírio meu, sem importância. Não liguem.)
Ah! Só mais
uma coisita .... Por favor, observem as coisas por vocês mesmos e
não tenham medo de tirar conclusões, por muito duras que elas sejam!
Dia 13-9-2004, Webmaster - Energia
mágica do Setembro
Setembro é um mês espectacular, se pensarmos um pouco sobre o
assunto. Os miúdos regressam com entusiasmo à escola. Novos amigos, novos lápis,
canetas, mochilas ... novos amigos, novas coisas para aprender. Um passo mais na
direcção do conhecimento e da independência que eles reconhecem nos adultos.
E os adultos? Esses regressam com as
baterias recarregadas. É como terem sido desligados e ligados novamente, se
pensarmos na analogia com um computador. Os problemas que antes das férias
pareciam insolúveis e penosos, são agora vistos como desafios interessantes com
soluções bastante óbvias. Há aí uma força mágica que aqui identificamos com o
Setembro. Essa é a força do Verão. Uma injecção de positividade, de descanso do
corpo, da recuperação de horas de sono ... de sol, de noites quentes...
Milfontes providencia isso tudo com
competência. E este efeito resulta sempre. Uma vez após outra. É como uma magia.
Se, no entanto, nós decidirmos ser
"razoáveis" quanto a isto e se pensarmos que este efeito não é real e é apenas
ilusório ... se nós nos inundarmos com ideias do tipo "bem, agora estou com a
força toda e depois começam os problemas e eu vou voltar ao mesmo e ,
nhã-nhã-nhã, nhã-nhã-nhã, ... vou ser derrotado, vou ser derrotado ..." então
você vai mesmo ser derrotado, tão fatalmente e invariavelmente como em todas
aquelas circunstâncias passadas em que você pensou assim. É como uma magia - uma
magia negativa!
Setembro significa recomeçar! Significa
uma nova e fresca oportunidade de fazer as coisas com eficiência. Regressar a
uma boa alimentação, voltar para a ginástica, organizar melhor as coisas. Ser
mais capaz!
A energia do Setembro está aí bem nas
vossas mãos. E nós podemos usá-la com convicção e enfrentar com "inteligência,
coração e aço" os meses que se aproximam. Nós podemos concretizar todas aquelas
coisas que estamos a decidir enquanto energizados pelo poder do Verão.
Só os tolos deitarão esta energia para o
lixo, invalidando-a e menosprezando-a. E nós não somos tolos, pois não?
Dia 28-8-2004, Webmaster - Mais
medalhas para Portugal
Nomes a reter: Rui Silva e Francis Obikwelu.
Medalha de Bronze nos 1500 metros e Medalha de Prata nos 100 metros. Dois
portugueses vencedores. Os nossos parabéns!
Orgulho, meus amigos... Orgulho!
Dia 18-8-2004, Webmaster - A utilidade de uma derrota
Portugal foi eliminado dos Jogos Olímpicos no jogo contra a Costa Rica. Cada
português sentirá agora uma grande desilusão face às expectativas criadas.
A pergunta que podemos fazer será: Que utilidade poderá ter
esta derrota? Esta é uma pergunta valiosa, na medida em que a resposta, se
encontrada, trará algo de muito positivo. Pelo contrário, atribuir culpas pouca ou
nenhuma utilidade tem, pois a culpa tende a gerar justificação. E justificação
só serve para diminuir a importância das verdadeiras razões que levam ao
fracasso. Por outras palavras, a justificação esconde aquilo que deveríamos
saber e que seria muito útil saber.
A equipa portuguesa falhou nos Jogos
Olímpicos. Este é o primeiro dado a reter. Falhou porque não fez o que deveria
ter feito e falhou em fazer o que deveria ter feito. Todos nós temos um pouco de
"seleccionador". Esta é uma das magias do futebol. É este sentido de
participação que nos permitimos ter, apenas pelo motivo de sermos adeptos. Por
isso, cada um de nós irá encontrar razões, válidas ou não, para a derrota.
Ora aqui está uma oportunidade para
tirarmos algum proveito da derrota. Se entrarmos em justificações, não vamos
aprender nada. Se entrarmos em culpabilizações, nada vamos aprender. Mas, se
formos honestos connosco próprios e se encontrarmos as verdadeiras razões para
as coisas terem corrido mal, esse será o primeiro passo. Em seguida , se
assumirmos responsabilidade por isso, vamos realmente garantir que a derrota
afinal ... teve a sua utilidade.
Ora, como adeptos, como portugueses, pouco
tivemos a ver ver com a derrota, não é assim? Então, se é assim, como podemos
nós viver as vitórias. Como pudemos nós vibrar com as vitórias da nossa
selecção? Afinal nada tivemos a ver com elas pois não? (Esta é
uma provocação.)
Como podemos nós assumir responsabilidade
de algo que não controlamos? Bem, na verdade não podemos. E esta é a verdade.
Mas na nossa vida, como cidadãos e como portugueses há muitas coisas que estão
sob nosso controlo. E, de longe, nem tudo corre bem. Exactamente como aconteceu
com a nossa selecção nos Jogos Olímpicos.
Será que quando vibramos com uma vitória,
isso significa que, de algum modo nós participamos nela? É algo que cada
um deve responder para si mesmo.
E ... quando há uma derrota e sofremos com
ela, isso diz que, de certo modo nós participamos nessa derrota? É a outra face
da mesma moeda, não é?
Responsabilidade! O assumir de que se é
Causa, de que podemos criar efeitos. É algo que temos todos melhorar. Se
assumirmos que as coisas que ocorrem neste Universo são, em maior ou menor grau,
causados por nós, estamos, nesse maior ou menor grau, a assumir responsabilidade
pelo Universo. Ora uma vitória é uma nossa vitória, em maior ou menor grau.
Assim o é uma derrota.
As perguntas que se impõem continuam a
ser: o que aprendemos nós? Como vamos melhorar? Como vamos tirar utilidade de
uma derrota?
Responsabilidade, meus amigos ...
responsabilidade!
Dia 14-8-2004, Webmaster -
Prata para Sérgio Paulinho em ciclismo
Aqui está a primeira medalha para Portugal nos Jogos
Olímpicos de Atenas 2004!!!
Os primeiros Jogos Olímpicos do século XXI
constituem para todos nós uma referência de esperança na união dos povos
humanos. Debaixo de um enorme esforço de segurança para prevenir qualquer
investida terrorista, a Humanidade celebra uma vez mais este amplo ritual que
nos lembra que somos muito mais do que meros bonecos nas mãos de loucos viciados
em poder, dinheiro e imposição de valores distorcidos.
Portugal, como nação tolerante e de boa
vontade, encontra-se representada por pessoas muito valiosas. Não apenas pelos
seus talentos desportivos, mas pela sua vontade de orgulhar o seu país. É o caso
de Sérgio Paulinho, que em 224 quilómetros em cima de uma bicicleta, fez aquilo
que ele sabe fazer, aquilo que ele treinou para fazer, aquilo que ele sonhou que
era possível - dar-nos a alegria de o vermos a ganhar!
Mantenham as vossas bandeiras ao vento.
Vamos continuar a apoiar Portugal!
(Parabéns ao Paulo Bettini, o italiano
vencedor da medalha de ouro que fez uma excelente "equipa" com o Sérgio
Paulinho.)
Dia 4-8-2004, Webmaster - Mistérios
do mundo moderno
Vivemos dias de grandes enigmas que todos os dias nos passam
quase, quase despercebidos. Há coisas que simplesmente não encaixam ...
Por exemplo, sendo a ciência dos dias de
hoje tão desenvolvida, não é extraordinário estarmos tão dependentes da
gasolina, gasóleo e todos os outros derivados do petróleo? O que aconteceria se,
de repente, houvesse uma fonte de energia que tornasse o petróleo obsoleto?
Estamos hoje numa era de profunda inovação
tecnológica, principalmente no campo da informação. Os computadores de hoje são
tão poderosos e eficientes que os programas podem ser de uma complexidade
extraordinária. Como resultado, hoje podemos ter simuladores, dicionários
electrónicos, enciclopédias, etc... para não falar no poder fantástico da
Internet. Com tantos meios e tecnologia, não vos parece extraordinário que os
alunos de hoje tenham um desempenho inferior ao dos alunos de há anos atrás?
Hoje em dia o acesso aos meios materiais
que nos permitem ter mais qualidade de vida são muitíssimo mais abundantes do
que eram há anos atrás. O acesso à informação e ao entretenimento é bastante
mais fácil e democratizado. Nos dias de hoje, existe muito mais liberdade
individual e maior autonomia para que cada pessoa se possa realizar melhor. Não
vos parece estranho que o consumo de drogas psiquiátricas esteja a aumentar
drasticamente? Não vos parece inconsistente que hajam hoje mais "doenças"
psiquiátricas que noutros tempos nem conseguiríamos imaginar?
Presentemente existem em Portugal
verdadeiros cientistas que estudam o comportamento dos fogos. Aliás, a nível
mundial os métodos de combate e prevenção dos fogos melhoram todos os anos com a
evolução da investigação científica. Os fogos não são coisa que os políticos
governantes gostem pois criam desespero, descontentamento e menos votos. Não vos
parece uma coisa do outro mundo que, um ano depois da maior tragédia de fogos
que foi mais coberta mediaticamente, o país continue com tanta incapacidade para
vencer este flagelo?
Até que ponto nos estão a contar toda a
verdade?
O que é que não estamos nós a querer ver?
Hum?!
Dia 29-7-2004, Webmaster - Era
uma vez um homem livre
Era uma vez um homem livre. Ele tinha o poder
de fazer muitas coisas mas tentava fazer apenas aquilo que estava certo. Ele
sabia muitas coisas mas dava sempre mais importância aquilo que era bom e
positivo para ele e para as outras pessoas. Ele sabia que haviam coisas erradas
no mundo mas preferia não estar apenas a culpar alguém por isso. Não porque não
houvessem culpados mas porque ele sabia que era melhor para todos pensar no que
ele poderia fazer para melhorar as coisas. E depois fazia isso e, em maior ou
menor grau, ele atenuava essas coisas más e fazia surgir coisas boas em sua vez.
Este homem livre era
corajoso como ninguém, sábio como poucos e feliz como alguns.
Foi a coragem que o levou
a ser sábio e a sabedoria que o levou a ser feliz e a conservar essa felicidade.
Ele nem sempre foi assim
livre. Houve tempos em que ele se sentiu, como todos os outros, pequeno e
incapaz. Nesses tempos ele ainda pensava que simplesmente não podia elevar-se
acima do seu medo e ignorância. Ele era um pouquinho feliz, não era totalmente
ignorante e não era totalmente cobarde. Ele era, como todos os outros, um ser
conformado...
Um dia ele deu de caras
com um caminho que ele acreditou ser o correcto. Foi necessário alguma coragem,
o que o levou a não desistir de imediato. Aí, ele aprendeu e tornou-se cada vez
mais sábio e mais feliz e por fim .... teve aquela coragem transcendente
para se libertar! Não foi fácil, é certo. Mas foi compensador. Ele deixou de ser
conformado.
Este homem livre, para
tornar-se ainda mais livre faltava-lhe apenas mais um "pequeno" detalhe:
libertar todos os outros.
Um dia, depois de pensar
muito sobre como fazer isso ele lançou uma pergunta ao mundo:
- Estarão vocês
REALMENTE dispostos a serem pessoas livres?
Bem, isto é apenas uma história "Era uma
vez...". Mas também eu vos faço esta pergunta:
- Se for possível ser-se mais capaz e mais
feliz, será que é isso que vocês REALMENTE querem?
E esta:
- Vocês acreditam que a ajuda é possível?
São perguntas para responder no íntimo de
cada um, talvez entre um mergulho e secar na toalha...
Talvez alguns de vós possam
pensar que aqui o webmaster não diz coisa com coisa e que não deve bater bem.
Mas ... se essas pessoas pensarem que não podem ser mais livres do que o são
hoje, quem é que serão aqui os verdadeiros malucos? Think about it!
(Só mais uma coisa: o homem da
história ... um dia eu quero vir a ser como ele.)
Dia 16-7-2004, Webmaster - O poder
do Verão
Portugal é um país quentinho. Embora os incêndios venham
atormentar um pouco as nossas gentes, a verdade é que as pessoas anseiam
bastante por estes meses de Verão. As praias, as noites de céu limpo, a alegria
do convívio entre famílias ... tudo isso vem dar um alento às pessoas. E isso é
muito bom!
Reparem nisto: quando vem o calor as
pessoas ficam mais alegres e mais cordiais. E eu até aposto que a indústria
farmacêutica baixa drasticamente as suas vendas de anti-depressivos nesta altura
do ano. Dá que pensar não dá? Como uns raios de sol podem ser mais terapêuticos
do que droga. Bem, dizer que as drogas médicas são "terapêuticas" já será um
abuso ... mas não dar o devido valor ao Verão é algo que não podemos permitir.
A verdade é que há algo que nos liga à
cor, à luz e à temperatura agradável. É como se na realidade pertencêssemos ao
Verão e se estivéssemos "emigrados" nas outras estações do ano durante os
restantes meses. Bem, é certo que há portugueses que estão mesmo emigrados
geograficamente. Para eles (daqui os meus mais calorosos cumprimentos) Verão
significa Portugal, origens e família.
O calor tem poder. E nem todo esse poder é
destrutivo. Lutemos contra os fogos e façamo-lo de forma eficaz. E não deixemos
de aproveitar o melhor que o Verão tem para nos dar - alegria de viver! Também é
esse o poder do Verão. E também é esse o poder de Vila Nova de Milfontes.
Dia 4-7-2004, Webmaster - (Frente à
Grécia) Grandeza
Parabéns à Grécia! Jogou bem o seu jogo e ganhou. Não ganhou
só hoje. Ganhou em inúmeros jogos frente às melhores equipas da Europa. "Levem
lá a bicicleta!"
Parabéns à nossa selecção! Fez um
campeonato espectacular e acordou definitivamente, com "coração e aço" a
auto-estima de um povo inteiro. Somos vice-campeões europeus e isso ninguém nos
pode tirar ... nem mesmo a Grécia.
Parabéns ao Scolari. Impôs-se contra
muitas, muitas vozes. Ganhou o respeito dos jogadores e o respeito de um povo
inteiro. Senhor Scolari, bem-vindo a Portugal! Você mereceu o seu lugar entre
nós. Contamos consigo para as próximas batalhas.
Parabéns ao Povo Português! Acordámos para
a nossa Grandeza. Contra a crise, contra os "bota-a-baixo", contra o esforço
visível de alguma imprensa de esmorecer os ânimos das pessoas, contra o
negativismo ... acordámos para Sermos Portugueses.
Parabéns à organização do Euro. Tivemos o
melhor Europeu de sempre - reconhecido pela própria UEFA. Somos bons a organizar
e somos bons a receber. O nosso turismo vai beneficiar muito com esta nossa
prestação. E com isso, todos nós ganhamos. E iremos continuar a ganhar durante
os próximos anos.
É muito bom ver muitos e muitos
portugueses, esta noite, a fazer esvoaçar a nossa bandeira e a gritar pelo nome
do nosso país. Apesar de uma derrota, estamos uma vez mais a mostrar a nós
próprios e a todos, que temos Grandeza. Sabemos ganhar e sabemos perder. Sabemos
vibrar com o jogo e também sabemos estar acima do próprio jogo.
Preparemo-nos para os Jogos Olímpicos e
para o Mundial de 2006. A Grandeza não aparece por mero acaso. Ela é criada
todos os dias, com esforço, inteligência, vontade e talento. Vamos lá, pois
seremos capazes!
Dia 1-7-2004, Webmaster - Um
Espírito Transnacional
Hoje vi pela primeira vez na TV os nossos amigos moçambicanos, são-tomenses,
timorenses .... a gritar por Portugal! Eu já tinha ouvido falar sobre isso mas
só hoje vi com os meus olhos. A alegria deles e o fervor nas suas vozes e nos
seus olhares. Tal e qual como em Portugal ...
Um povo É um espírito e esse
espírito tem países. Países independentes e auto determinados. Unidos pelo
apego a um conceito que transcende fronteiras, políticas, raças ou religiões. E
esse conceito ... por tanto tempo esquecido, adormecido, latente, mascarado por
ruído ... Esse conceito ... esse espírito pode agora ser visto por todos.
Despoletado pelo futebol e pelos nossos heróis da Selecção, esse espírito não
viria ao de cima se não existisse de facto. E essa é a beleza de tudo isto.
Portugal tem uma Alma. E essa Alma é tão
grande que não se materializa apenas nos homens portugueses e mulheres
portuguesas ... Essa Alma é a Lusofonia. Congratulemo-nos por isso. Respeitemos
isso. Fomentemos isso. Mereçamos isso.
É bom sabermos que Somos uma Alma. E ...
se Deus assim o permitir, VAMOS GANHAR À GRÉCIA !!!!
Dia 30-6-2004, Webmaster - (Frente à
Holanda) Só mais uma, Só mais uma !!!
A Holanda já era. Agora ... queremos a desforra com a Grécia! Mas a
República Checa não deixará de ser bem-vinda.
Portugal tem agora a oportunidade única de
ganhar um campeonato da Europa! Temos que acreditar que vamos ser capazes. Está
VERDADEIRAMENTE ao nosso alcance!
Figo merecia ter marcado um golinho. Mas o
golo de Maniche, meus amigos.... do melhor que houve neste campeonato...
Parabéns à Selecção! E parabéns aos que
apoiaram a Selecção mais de perto.
Portugal,
Portugal,
Portugal,
Portugal,
Portugal!
Dia 24-6-2004, Webmaster - (Frente à
Inglaterra) Portugal, Portugal, Portugal !!!
Palavras para quê?! Portugal nas meias finais, após todo o sofrimento
frente à Inglaterra. As pessoas merecem! Vê-las assim alegres é muito, muito
bom.
Em boa verdade, se tivéssemos perdido
seria perfeitamente natural, pois o jogo foi equilibradíssimo e os ingleses não
foram pêra doce. E se assim fosse eu muito gostaria de continuar a ver as
bandeiras nas varandas. Mas, com vitória e da forma como foi arrancada ...
(Não há coração que aguente.) Estamos todos de parabéns! E os jogadores foram
inexcedíveis.
Portugal,
Portugal,
Portugal,
Portugal,
Portugal!
Dia 20-6-2004, Webmaster - (Frente à
Espanha) Portugal
acreditou, Portugal Venceu !!!
Foi um jogo de cortar a respiração! Onde esteve esta equipa no jogo
contra a Grécia, meus amigos?!
Portugal acabou por "escrever certos por linhas tortas". Parabéns aos jogadores
e ao Sr. Scolari.
E uma palavra especial a propósito dos
comentários de José Mourinho. Espectáculo!!! O homem não só sabe de futebol,
como deu uma verdadeira "formação técnica" sobre este jogo aparentemente
simples. Confesso que nunca me tinha percebido que haviam tantos detalhes subtis
sobre táctica, estratégia, jogo psicológico, movimentação, posicionamento,
etc... Para um leigo como eu, foi a cereja sobre o bolo da vitória de Portugal.
E depois ... lindo! A alegria das pessoas
nas ruas e nas estradas. Um momento raro que, digam o que disserem, o futebol é
capaz de proporcionar. Daí a sua enorme importância na nossa sociedade.
Por fim, uma palavra a cada um dos
portugueses: - mereçam esta vitória! Esforcem-se nas vossas vidas e cultivem o
vosso talento, floresçam e prosperem. Só assim, a alegria de hoje não se
desvanecerá!
Dia 19-6-2004, Webmaster - Futebol e
o Jogo da Vida
A atracção pelo Futebol é algo surpreendentemente intenso para ser um mero
acaso. Portugal mobilizou-se completamente no apoio à Nossa Selecção e isso é
extraordinário. Não no apoio, mas sim na forma do apoio. Bandeiras por tudo o
que é sítio ... uma maravilha surpreendente!
Em cada finta, em cada golo, em cada
vitória ... nós podemos ver a nossa própria vida e o todo o jogo que há nela. A
nossa profissão, a nossa família, o nosso país, a nossa cidadania, todos estas
áreas são áreas em que jogamos , ganhando ou perdendo, todos os dias sem parar.
Alegrias, tristezas, esforços e fugas ... tal como um jogo. Tal como um jogo de
futebol.
Na próxima partida de futebol, observem o
esforço de cada jogador e a forma como ele se entrega à dureza do jogo. Ele
marca, ele falha, ele corre, ele cansa-se e ele, quando a equipa marca um golo,
vibra de alegria esquecendo-se milagrosamente de todo o cansaço que tem no
corpo. Tal e qual como na vida.
Quando atendemos um cliente, quando o
computador vai a baixo, quando temos uma encomenda, quando o filho não quer
comer, quando não recebemos aquele aumento, quando perdemos o emprego, quando
enviamos um currículo, quando namoramos e quando discutimos, quando aprendemos,
quando amamos ... é esse o nosso jogo. É nisso que temos que ser bons. Tal como
os jogadores da nossa selecção, às vezes falhamos. Tal como eles às vezes
sofremos. E tal como eles, às vezes marcamos golos e às vezes acreditamos. Ah! E
quando acreditamos, meus amigos (e é esse o segredo!), tal como eles, nós
vencemos!
A nossa selecção deve acreditar! Se assim
for, irá vencer.
Os nossos melhores entre os melhores vão
dar o tudo por tudo. E todos os portugueses vão estar com eles. E isso já é UMA
ENORME VITÓRIA!
Dia 10-6-2004, Webmaster - Porque
nós somos portugueses
Nunca deve ter havido tanta afirmação do nosso portuguesismo,
como nestas últimas semanas. Pelo menos não nos últimos anos. E pelo menos não
no território português. Portugal está na moda! A nossa bandeira está na moda.
Devemos agradecer ao Euro 2004TM. Devemos
agradecer a Luís Figo e à sua genial campanha de venda de bandeiras a 1 Euro.
Foram precisos 30 anos para voltarmos a
exprimir abertamente a nossa devoção à pátria portuguesa. É muito tempo! As
expressões 'pátria' e 'orgulho nacional' deixaram finalmente de ser ditas a
medo. Medo de interpretações distorcidas e comparações menos sérias com tempos
que já não são os de hoje (nem de perto nem de longe).
Aconteça o que acontecer no plano
desportivo, a verdade, caros amigos portugueses, é que o nosso país não vai
voltar a ser o que era. Somos mais maduros e mais inteligentes. Finalmente
estamos a assumir a nossa condição de povo lusitano, com todos os nossos
defeitos e virtudes. Mas sobretudo pelas nossas virtudes, que são muitas e
valiosas.
Mesmo que esteja isto a ocorrer por causa
do futebol, a verdade é que o país está cheio de bandeiras portuguesas. É um
facto! Trabalhemos para que após o Euro 2004TM
, continuemos a crescer como povo. Porque nós somos portugueses!
Para quem ainda não conhece o nosso hino:
Hino nacional - A Portuguesa
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O
esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó
Pátria, sente-se a voz
Dos
teus egrégios avós,
Que
há - de guiar-te à vitória!
Às
armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às
armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
Dia 29-5-2004, Webmaster - 'Inveja'
do que consegues fazer
É meu desejo prestar aqui um humilde tributo a Figo, o nosso
maior embaixador.
Um dia destes ele teve a amabilidade de
oferecer um autógrafo a cada um dos meus filhos e isso foi muito, muito
emocionante para mim.
A palavra inveja é uma palavra normalmente
mal conotada. Não é com essa conotação má que eu a quero usar. Mas sim com o
significado de "gostava de ser como tu", estão a ver?
Não é o talento para o futebol que eu
invejo. Não é a esposa linda nem a família linda. Não é a riqueza nem sequer a
fama à escala mundial.
Figo, tu tens algo que eu realmente
gostaria de ter. Algo que transcende muito o génio, o talento, o dinheiro e até
a fama. Tu tens o dom e os meios de emocionar as pessoas e fazer que elas se
orgulhem mais do nosso país. Com um simples anúncio na TV consegues ajudar
pessoas a melhorar e a terem mais oportunidades nas suas vidas. Com um sorriso e
uma simpatia, tu dás alegria e crias felicidade. E tudo isso a uma escala
gigantesca de milhões de pessoas. Se há coisa que invejo em ti é isso. Tudo o
resto é teu e só teu e, acredita, já o mereceste em dobro!
Dia 29-5-2004, Webmaster - A
tecnologia do pastel de nata
Existem muitas receitas de pastel de nata. Métodos e
sequências de ingredientes, processos, etc.... Se os seguirmos, no fim
conseguimos tirar do forno pasteis de nata. Estão a ver? Eu posso contentar-me
com um pastel de nata feito por mim com uma receita tirada de uma revista. Até
posso ficar satisfeito. Vêem?
Mas, e se eu quiser O pastel de nata e não
apenas um pastel de nata? Por outras palavras, se eu desejar conceber aquele
pastel de nata que, inequivocamente, é tão bom e tão gostoso que todas as
pessoas adoram. Nesse caso eu terei que SABER como fazer. Eu terei que TER o
conhecimento correcto de como FAZER. Toda a sequência, todos os ingredientes ...
não um leite qualquer, mas AQUELE tipo de leite. Com a manteiga, a mesma coisa,
etc...
A este método ideal, testado e aprovado,
chamamos BOA TECNOLOGIA. A palavra 'tecnologia' significa basicamente a forma ou
método para fazer algo. Tecnologia é uma palavra que evoluiu da junção de duas
outras palavras gregas - 'techne', que significava arte ou habilidade e
'logos' que significava discurso ou também pensamento. Esta última palavra grega
também significava conhecimento. Então podemos dizer que tecnologia poderia
originalmente significar 'conhecimento da arte'. Por outras palavras, saber a
arte de fazer algo ou saber como fazer. Vendo bem o significado original -
'discurso'- poderemos deduzir que o conhecimento a que nos referimos se
trata de conhecimento passível de ser transmitido. E transmitido de qualquer
forma, incluindo na forma escrita ou por outros meios.
Pois bem! Para cada coisa que é feita,
seja ela qual for, existe uma tecnologia para a fazer. Falo em pastel de nata
apenas para chamar a vossa atenção. A minha mensagem aqui é que há algo mais
transcendente e que nos afecta a todos, e da qual podemos ser efeito, ou sobre a
qual podemos ser causa. A vida! A forma como vivemos.
Haverá uma Boa Tecnologia de Vida? Será
que existe a receita ideal para uma vida ideal? Todos podemos ver que existem
pessoas que são muito mais bem sucedidas e felizes do que outras. O erro está
normalmente em atribuir essa diferença à sorte e ao acaso. Poucas pessoas
atribuem isso ao talento e ao conhecimento. E é curioso observar que são as
pessoas com menos êxito que justificam o sucesso com a mera sorte. E a
explicação é simples - quando as pessoas reconhecem que a sorte pouco ou nada
tem a ver com o sucesso, elas arregaçam as mangas, lançam-se ao trabalho e
vencem em maior ou menor medida. Basta esse pequeno conhecimento - o
sucesso depende do talento, do esforço e do trabalho e pouco, ou nada, da
sorte, do acaso ou das circunstâncias externas - para as pessoas iniciarem uma
vida melhor. É um pequeno pedaço de conhecimento. Uma pequena gota do imenso mar
da Arte de Viver. No entanto, até esse pequeno pedaço é negligenciado,
invalidado e maltratado.
Em cada pessoa infeliz, mal sucedida e com
a vida a andar para trás encontramos, quase invariavelmente, uma falta
considerável de conhecimento sobre a como viver. Inversamente, e cada pessoa
feliz e bem sucedida na vida, encontramos um grande domínio da Arte de Viver.
Se alguém se der ao trabalho de observar
pessoas mal sucedidas e outras bem sucedidas tendo o cuidado de tirar as devidas
conclusões sobre a forma como cada um desses personagens vive realmente, esse
alguém vai aprender, desta forma bastante simples, que existem melhores e piores
métodos de viver. É a isso que eu me refiro. Boa Tecnologia de Vida. A boa
notícia é que esta tecnologia existe e está disponível para toda e qualquer
pessoa que assuma que pode aprender a viver melhor.
Dia 26-5-2004, Webmaster - Parabéns
ao FCP
O Futebol Clube do Porto deu mostras de que em Portugal
existem profissionais, ideias, projectos, métodos e técnicas que se comparam ao
que de melhor existe na Europa e até (posso atrever-me a dizer) no Mundo.
Parabéns pela Taça dos Campeões Europeus.
Dia 22-5-2004, Webmaster - Fingir e
agradar
Quem deseja agradar deseja criar felicidade. Mesmo a fingir, se outrem
fica feliz que importa ser sincero?
Se agradar é o nosso desejo, afinal fingir
é apenas um meio para lá chegar. Podemos buscar a sinceridade do homem que
oferece um ramo de flores a uma mulher. Se ela fica feliz e esse o seu desejo,
bem vale a pena fingir que se dá valor às lindas flores.
É um fingidor? Sim! Um fingidor que
deseja, sinceramente, criar felicidade. Ele é um fingidor. Ele é um criador. Ele
concretiza o desejo sincero, usando o fingimento. No final de tudo o sorriso
aparece e a felicidade também. E quando nos damos conta, já nos esquecemos que
estávamos a fingir. Por fim acabamos por descobrir que, afinal, tudo aquilo que
pensámos ser fingimento afinal não o era, porque o nosso desejo era mesmo, mesmo
sincero.
O poeta é um fingidor. E todos nós temos
um pouquinho de poetas. Graças a Deus!
Dia 16-5-2004, Webmaster -
Parabéns ao Benfica pela Taça
Depois de vários anos sem ganhar títulos, ganhar a taça de
Portugal tem, de certo, muita importância para todos os benfiquistas. Os nossos
parabéns!

Esta vitória foi muito justamente dedicada
aos jovens Fehér e Bruno Baião. É nosso desejo que esta dedicatória possa
atenuar, dentro do humanamente possível, a dor das famílias e dos amigos destes
dois atletas.
Dia 20-4-2004, Webmaster - Que a sua
próxima vida seja ainda mais gratificante
Faleceu hoje o Sr. Raul Vicente, o nosso presidente da Junta
de Milfontes. A gravidade da doença que assolou o seu corpo já deixava adivinhar
que fosse este o desfecho do seu internamento hospitalar. Raul Vicente foi um
homem do Povo e foi para este Povo que ele trabalhou nos últimos anos desta sua
vida. Só por esse facto, ele merece o nosso respeito e consideração.
A morte é sempre algo que nos aflige. Não
só por se tratar de um fenómeno que envolve quase sempre sofrimento mas
principalmente por cortar laços afectivos com os amigos e os familiares. É nosso
profundo desejo que a aflição seja tão ténue quanto o coração o permita e que o
sofrimento dê lugar à esperança. Esperança de que a morte não seja aquilo que
aparenta. Que morte seja apenas o fim de um ciclo e o início de um outro. Que a
morte seja afinal, e tão apenas, o abandonar de um corpo envelhecido e doente e
um renascimento de uma nova criança algures entre nós. Uma criança que receberá,
como todas as crianças devem receber, o nosso carinho, a nossa protecção e
a nossa maior fraternidade.
Aos familiares e amigos, os nosso sinceros
pêsames.
Dia 21-3-2004, Webmaster - Chegou a
Primavera
A Primavera chegou, meus amigos! É verdade que existem coisas
más por aí. E é verdade que as nossa televisões se esforçam muito (mesmo muito)
em nos mostrar os podres sem dar qualquer atenção às coisa boas que este planeta
tem.
Pois muito bem! A Primavera chegou e já se
pode sentir algo no ar. Mais calor, mais cor e mais alegria. É verdade ...
quando o tempo melhora as pessoas ficam mais alegres. Pois, deixemo-nos levar
pela alegria da Primavera e, sem esquecer que coisas más existem, tenhamos a
consciência que aquilo que nos mostram todas as noites nos telejornais é, sem
dúvida, uma coisa exagerada, retorcida e seleccionada de modo a ser o mais
enturbulante* possível. Mas como todo o "mau feitor" é, por norma, burro, as
nossas televisões não são excepção. "Felizmente" eles insistem tanto, tanto,
tanto nessa forma nefasta de jornalismo que acabam por cair no ridículo. E até
as pessoas mais distraídas já começam a perceber este conceito e começam a mudar
de canal para evitarem ver tantas desgraças juntas, noite após noite, após
noite, após noite. Chiça, penico!!!
A Primavera, como diria um inocente (e
sábio) menino de 6 anos, "é uma coisa linda e nós gostamos muito dela".
Olhemos para ela e pensemos quão bela pode ser a nossa vida se tivermos a
coragem de sermos felizes. Sim, porque para sermos felizes é preciso coragem.
Coragem para confrontar tudo aquilo que nos tenta impedir de lá chegar.
* Enturbulante= Que causa mau estar
emocional.
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